Tamana: Uma civilização universal da humanidade antes do grande dilúvio?

29/04/2021

Explicar a origem e o desenvolvimento da humanidade no planeta não é uma tarefa fácil, nem mesmo para especialistas. Alguns, como o investigador havaiano Dr. Vámos-Tóth Bátor, sugeriram a existência de uma cultura universal que dominou o mundo após o dilúvio. Para apoiar sua teoria, ele apresentou mais de um milhão de topônimos relacionados pertencentes a diferentes áreas do planeta.

Uma antiga civilização está espalhada pela Terra

Há uma crença arraigada de que, no passado remoto, uma antiga civilização com a mesma cultura universal governou a Terra. Para o Dr. Toth, essa civilização viveu após o Dilúvio, um evento catastrófico sobre o qual falam quase todas as culturas antigas.

Bator deu a esta civilização o nome de Tamana, um termo que esses antigos civilizadores usavam para chamar suas cidades. Para entender um pouco o método usado por Toth para expor sua teoria da civilização Tamana universal, é necessário esclarecer alguns conceitos básicos.

Em primeiro lugar, Bator usou a toponímia para encontrar conexões entre as diferentes culturas que atualmente habitam a Terra. A toponímia é uma disciplina responsável por estudar a origem dos nomes próprios dos lugares. Nesse sentido, um topônimo nada mais é do que o nome próprio de uma região, como Espanha, Madri ou Mediterrâneo.

Termos comuns espalhados pelo mundo

O método de Bator consistia em rastrear a origem dos nomes próprios de diferentes lugares ao redor do mundo. A intenção desta pesquisa foi encontrar termos relacionados cujos significados fossem semelhantes. Do seu ponto de vista, isso confirmaria que, em um passado remoto, a mesma cultura universal unia povos de todo o planeta.

Os resultados de sua pesquisa foram surpreendentes, conseguindo encontrar mais de um milhão de topônimos relacionados. Da Hungria à África ou da Bolívia à Nova Guiné, Bator encontrou dezenas de lugares com nomes e significados semelhantes - isso é unico e significativo, e poderia mudar tudo o que sabemos.

Tamana: a antiga civilização

Este fato não pode ser um acaso, mas sim confirmar a teoria de que uma antiga civilização governou a Terra há milhares de anos. Bator nomeou esta civilização com o nome de Tamana, um termo usado pelos ditos ancestrais para designar uma nova colônia ou cidade.

O termo Tamana significa "fortaleza, quadrado ou centro" e pode ser encontrado em cerca de 24 cidades ao redor do mundo. Bator estava convencido de que a civilização Tamana teve sua origem no que hoje é a região africana do Saara. Segundo sua pesquisa, eles pertenciam a uma confederação chamada Maa, ou Pesca, e incluía magiares, elamitas, egípcios, afro-asiáticos e dravidianos.

O nome Maa refere-se ao grande ancestral desta antiga civilização, conhecido na história bíblica como Noé. Este personagem se encarregou de garantir a sobrevivência da humanidade durante o cataclismo conhecido como Dilúvio Universal. Para o Maa, Noé era como um deus protetor e salvador que eles adoravam.

Alguns nomes de lugares comuns em várias partes do mundo

Durante seu estudo de vários nomes de lugares ao redor do mundo, Bator encontrou centenas de semelhanças que confirmaram sua teoria da civilização universal. Por exemplo, na Hungria existe uma área chamada Borota-Kukula, um nome muito semelhante a Borota no Lago Chade na África, Kukura na Bolívia e Kukula na Nova Guiné.

Da mesma forma, Bator encontrou placas de cerâmica de 6.000 anos com nomes de lugares idênticos em áreas tão distantes como a Bacia dos Cárpatos na Europa, o antigo Egito e Banpo na China. Essas expressões culturais semelhantes separadas por milhares de quilômetros sugerem que a humanidade compartilhava uma cultura universal.

Após anos de pesquisa, Bator descobriu que cerca de 5.800 lugares na Bacia dos Cárpatos têm nomes semelhantes a outros lugares espalhados em cerca de 149 países. Mais de 3.500 nomes de lugares podem ser encontrados nas regiões da Eurásia, África, América e Oceania. A maioria se refere a rios e cidades.

A partir dos estudos feitos por Bator, é fácil ver evidências claras de que, em todo o planeta, existem conexões que revelam a presença milenar de uma cultura universal.


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