Placa com mais de 2.000 anos retrata um misterioso ser e tem uma inscrição impossivel de decifrar..

24/06/2021

Na sala 8 do Museu de Cáceres (Espanha), dedicada à epigrafia romana, está exposta uma pequena coleção de peças pertencentes à instituição. Um deles se destaca por conter uma inscrição ainda não decifrada. Vem do povoado de Casar.

Curiosamente a peça mostra uma estranha figura humanóide que lhe valeu o pseudônimo de "Estela Extraterrestre".

A estela alienígena, também chamada de "astronauta de Casar", é uma placa de granito com cerca de 48 cm de altura, 17 cm de largura e 1,12 cm de espessura. Esta fascinante peça arqueológica data do século I a.C, e é possível que pertença à cultura ibérica.

Na placa está esculpida uma figura humanóide cujos membros são desproporcionais, especialmente a cabeça e os pés. Seu corpo é pequeno e a cabeça tem uma aparência oval muito grande, o que sugere que possa ser um possível capacete ou traje de mergulho. Para alguns, pode ser interpretado como um astronauta, para outros, um ser de outro mundo.

Também é curioso como a estranha figura parece ter certa semelhança com um dos desenhos da Pampa Colorada de Nazca no Peru, cuja aparência, corpo frontal e pernas são semelhantes.

Além da peculiar silhueta do na sua superfície, a estela apresenta uma inscrição gravada que ainda não foi decifrada. Ainda mais estranho é que a inscrição está incluída nas pernas e no corpo da figura, e não ao redor da imagem. Sem surpresa, tudo isso gerou uma grande quantidade de suposições misteriosas.

A famosa estela do extraterrestre foi apresentada por Ricardo Hurtado de San Antonio, professor de epigrafia, em 1976. Ele recebeu a notícia de uma pedra que continha uma figura que parecia um alienígena.

Ele sabia que nenhuma pedra com aquela descrição estava catalogada na lista de achados arqueológicos da província. Ao chegar ao Casar, encontrou a estela no local indicado, na parede sudoeste do cemitério local.

Estava oculta naquela área há cerca de 50 anos, após ter sido encontrado no solo do cemitério. Hurtado disse que o que mais chamou sua atenção nesta peça é que a figura humana irradiava um claro toque de simplicidade.

Agora vamos dar uma olhada mais de perto na inscrição que está presente na silhueta da figura enigmática. As letras estão profundamente gravadas, com 5 cm de tamanho e, segundo Hurtado, denotam uma escassa romanização, que teve início na área durante o século I dC.

Hurtado leu a inscrição, deixando-a da seguinte forma: I.D.I. / M.I.M / ILVCIA / SP.M.A. / SVDLIE / CK A / S.N. Outros autores, como Callejo Serrano, propõem outra leitura com algumas variações mínimas. Seja como for, é impossível compreender totalmente o significado dessas siglas e sua relação com a imagem. Para alguns estudiosos é impossivel traduzir o significado.

"Embora a inscrição esteja na escrita latina, parece ter sido escrita em um idioma desconhecido."

Quem estudou a estela concorda em uma coisa: os caracteres da inscrição são romanos, mas a língua usada é a língua nativa da região, a língua indo-européia dos lusitanos. Além disso, a única coisa que fica clara é o nome feminino ILUCIA, encontrado em outras inscrições e muito utilizado no local.

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