Fortes evidencias de uma civilização desconhecida foram achadas sob as águas do Mar do Norte

07/06/2021

É impossível determinar a quantidade de segredos que se escondem nas profundezas das grandes massas de água terrestre. Nem pode ser especificada a natureza deles, o que adiciona ao assunto um toque de mistério que é difícil de ignorar. Recentemente, vestígios de uma civilização desconhecida foram encontrados sob as águas do Mar do Norte.

As aldeias perdidas sob o Mar do Norte

Uma equipe de especialistas marinhos e arqueólogos lançou uma investigação sem precedentes para encontrar assentamentos pré-históricos submersos no Mar do Norte.

Sob a direção do arqueólogo Vincent Gaffney, da Universidade de Bradford (Reino Unido), um navio de pesquisa belga aceitou o desafio. É uma expedição complicada e cheia de obstáculos que só acrescentam mais desafios à viagem.

O objetivo principal é tentar reconstruir a história do Quaternário, período que abrange os últimos 500.000 anos de ocupação humana nesta área. O cenário é o sul do Mar do Norte, um lugar conhecido como Doggerland.

Assentamentos de civilizações submersas....

A área de Doggerland é uma massa de terra que atualmente está submersa e conecta a Grã-Bretanha com o continente europeu e a Escandinávia. Permaneceu emergido até cerca de 9.000 a 10.000 anos atrás, e era uma área de terra seca que serviu de habitat para um grande número de assentamentos humanos.

A Universidade de Bradford patrocina um projeto denominado Lost Frontiers, ao qual pertence a missão que visa desvendar os mistérios submersos nesta faixa de terra. O que eles procuram é mapear toda a paisagem pré-histórica do Mar do Norte e encontrar os vestígios dos povos antigos que outrora povoaram a região.

Agora, o que permitiu aos cientistas concluir que esta região já teve uma massa de terra rasa e que foi povoada por dezenas de comunidades? A verdade é que, durante décadas, os arqueólogos suspeitaram que este lugar fosse o lar de milhares de pessoas.

Provas que confirmam a existência de restos submersos de uma desconhecida civilização

Nas últimas décadas, várias descobertas casuais de barcos de traineira revelaram evidências de que uma civilização viveu ali. Por exemplo, eles encontraram restos de ossos trabalhados e pedras, talvez como ornamentos ou ferramentas agrícolas.

Vestigios humanos também foram encontrados na área ao redor de Brown Bank, que é uma cadeia alongada de areia com cerca de 30 quilômetros de comprimento. Esta área em particular está localizada a aproximadamente 80 quilômetros a oeste da costa da Holanda e 100 quilômetros a leste de Great Yarmouth.

Uma enorme quantidade de materiais e vestígios sugerem sem dúvida que a área surgiu há muito tempo e era o lar de diversas comunidades. Agora, para investigar a fundo este lugar e desvendar todos os seus mistérios, é necessário usar tecnologia avançada.

União para investigação

Em 2018, as equipes da Universidade de Bradford, do Instituto Flandres do Corpo de Fuzileiros Navais e do Serviço Geológico da Holanda uniram forças. O objetivo deste esforço conjunto foi realizar estudos geotécnicos e geofísicos detalhados de toda a área.

Assim, superfícies pré-históricas puderam ser identificadas e sedimentos obtidos de águas rasas em busca de vestígios pertencentes às comunidades que outrora habitaram o local. Expedições posteriores usaram tecnologia de sonar para obter imagens do fundo do mar com a melhor resolução possível.

Da mesma forma, todas essas iniciativas foram aproveitadas para visitar outra área conhecida como Rio del Sur. Este vale pré-histórico flui através de um recife submerso na costa de East Anglia, no leste da Inglaterra.

A intenção dos pesquisadores é obter dados significativos para identificar os assentamentos pertencentes ao período mesolítico.

Paisagens submersas em forma de vales, relacionadas à Idade do Gelo, já foram encontradas. Intervalos climáticos mais temperados também foram identificados. O objetivo final é vincular essas paisagens aos padrões de migração humana para aprender sobre os assentamentos pré-históricos primitivos.

Uma das histórias mais populares sobre o desaparecimento de civilizações antigas nas profundezas do oceano é a da Atlântida.

Não só tem gerado curiosidade durante séculos por ter a característica de estar submersa, mas também se presume que esta antiga cidade obtinha um nível de conhecimento e tecnologia bastante avançado.

Sua ruína, de fato, teria ocorrido porque a certa altura os sábios da Atlântida empreenderam a busca pela imortalidade, o que atraiu a "ira dos deuses", que destruiu a cidade causando um cataclismo terrível.

Tudo isso nos faz querer saber mais sobre o que as profundezas do oceano escondem, aceitando a possibilidade de que existam culturas que o passado enterrou no esquecimento e das quais nenhum vestígio ficou.

Fontes: Ancient Code \ Bradford University \ Live Science